Meu momento

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Plano B

Tive de engolir "guela a baixo" minha separação. Poucas pessoas (pra não dizer nenhuma) entenderam o que ocorria na época. Minha ficha demorou a cair e tem hora que acho que ainda não caiu mesmo. E quantas vezes eu me peguei pensando:"Não quero saber de homem nunca mais na minha vida!!!" Já dei boas risadas desses pensamentos.

De lá pra cá, não consegui me envolver emocionalmente com ninguém. Quantas pessoas falaram pra mim: "Nada melhor pra esquecer um amor do que outro amor."

Mas eu achava balela. Primeiro porque eu não estava afim de esquecer ninguém! Eu queria era o meu amor de volta! E segundo, como eu ia me envolver com alguém se meus sentimentos estavam em frangalhos... Mal estava conseguindo cuidar de mim e dos meus meninos e a última coisa da qual eu precisava era mais uma pessoa pra quem eu tivesse que me dividir.

E lá se passaram 1 ano. Já virei piada para meus colegas de trabalho. Eu sou a que não "pega " ninguém, a que vai virar virgem de novo (seria trágico se não fosse cômico), sou a exigente demais, sou a que tenho que voltar logo para o mercado porque ele está cada dia mais exigente e eu posso virar mercadoria obsoleta (@#$%&£¢¬§), e por aí vai...
Sou a pessoa mais bem humorada do Mundo. Sempre tenho uma resposta na ponta da língua: Quero carne de primeira, porque a de segunda, já provei e não gostei; Pra quê homem se meus dedinhos funcionam até melhor e ainda posso virar e dormir (essa é boa, né?), fora as quantidade de vezes que apenas dei aquele velho sorrisinho amarelo e contei 1, 2, 3, ..., 121, ..., 547, ..., 1000.
Mas no fundo, a falta tá lá. Mas eu estou começando a cansar disso. Tem um cara aí, que eu até chamo ele de "meu futuro namorido" porque tenho certeza de que, se eu namorar com ele, eu caso... Aliás, nasci pra ser casada... Esse negócio de farra, beber, cair e levantar não é comigo. E ficar cada dia com um, tô fora! Acho que estou pensando seriamente em namorá-lo. Acho que seria legal "experimentar" essa nova fase e saber no que vai dar...

Dia de mãe!

Ontem eu levei meu filhote no cinema. Há muito tempo não fazíamos isso. Não só eu e ele.

Como eu disse em posts passados, meus meninos estão em idades e vontades muito diferentes, enquanto o mais velho (Fefeu) requer atenção, o mais novo (Rafa) requer cuidados (mas atenção tb). Porém, como o Fefeu já não é bebezinho, não faz gracinha, não é mais o bonitinho da casa, ele fica meio que jogadinho de lado. E gente pra dar colo para o Rafa tá sobrando...

Mas acho que eu me diverti mais do que ele. É que sentia que não estava conseguindo dar a atenção que ele estava precisando. Sabe aquele sentimento de culpa que 99,9999999% das mães têm?

No fundo, sinto um peninha dele. Ele foi quem mais conviveu com o pai, e de uma hora pra outra, além de perder o espaço de filho único, perdeu a casa que morava, perdeu o quarto, perdeu os amiguinhos da escola, perdeu o contato diário com o pai pai, perdeu o colo e a atenção da mãe... É muita perda para uma criança de apenas 5 anos (4 anos na época). Já perceberam que só aí serão anos de terapia.

Mas ele é uma criança super bacana. Vai tirar essa de letra.
Chegando lá, no meio daquela bagunça, ele encontrou um coleguinha da escola. Seus olhinhos brilharam. Queria porque queria sentar do lado dele.
Assistimos ao Filme Kung Fu Panda... Gente... É hilário!!! Não sou nenhuma crítica de cinema, não, mas pra mim, toda paixão me diverte. E olha que dei boas gargalhadas. Levem seus filhotes, eles vão se amarrar!!!
E já até marcamos para a próxima semana. Ele quer assistir "o robô do cinema" (Wall-E).
 
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