Meu momento

terça-feira, 22 de julho de 2008

Mudança

Não sei o que me deu de ontem pra hoje.

Sabe aquele menino que eu não quero que cresça? Ele tá crescendo, tá batendo asas e procurando vôos mais longos.

Ele foi ontem passar esta última semana de férias na casa do pai em Brasília. Nem preciso dizer o quanto estou mal.

É ruim hoje, chegar em casa e não ter mais aquele sorrisão me esperando e antes de me dar o primeiro beijo já pergunta: "Mamãe, posso jogar vídeo game?" Afff... filhos...

Mas de qualquer forma, sinto a falta dele no quarto, das suas gargalhadas, do seu cheiro, sinto falta de te dar meu colo, sinto falta de contar histórias antes de dormir, sinto falta de te ensinar a rezar. Sinto falta de você, meu menino!

Ontem eu cheguei em casa, ela vazia, aquele silêncio só quebrado pelo meu outro filhote que ficou. O engraçado é que ele também sente do irmão. Ele apontava pra sala e dizia: "Neném."

Eu aqui quase morrendo e ele nem deve estar se lembrando que a mãe dele existe. Ele deve ter lapsos de memória tipo: Ah... minha mãe existe, mas vamos brincar?

Como mãe sofre!!! Meu Deus!!!

Mas a saudade que sinto se mistura aos pensamentos da família, das lembranças que teimam rondar minha mente sobre mim, da minha casa, dos passeios em família, dos nossos momentos quando sentávamos no chão da sala e brincávamos nós três, e que hoje poderíamos ser nós quatro, e já não somos mais nenhum. Agora é ele. Agora sou eu.

Na verdade, me bateu a maior sessão nostalgia do mundo. Me peguei novamente com pensamentos de passado, do que foi, do que poderia ter sido...

Vidas repartidas, divididas, quebradas ao meio.

É difícil entender o que aconteceu! Olho pra tudo que vivi e não vejo onde nos perdemos! E como tudo passou pra ele assim tão rápido, como se nem tivesse existido na vida dele.

E vejo a "felicidade" batendo na minha cara! Dizendo; "Olha eu aqui, sua burra."

Tento me convencer a qualquer custo, ressaltar as qualidades... "até que a felicidade é legal, bonita, simpática, tá cheio de boas intenções (já fala até em casamento...), tem olhos verdes (ui...), mas não fez meu coração acelerar, não me fez perder o fôlego.

Mas será que dei chance pra que isso acontecesse também? Será que eu estou me dando essa chance? Mas será que eu me forçando a isso não estaria passando por cima de mim mesma? Me atropelando como um caminhão desgovernado?

E mais. Será que depois de tudo isso que vivemos, ainda há espaço para o amor? Conseguimos amar mais de uma vez? Ou existe apenas um amor e o resto são variações sobre o mesmo tema? Confesso que ando um tanto quanto descrente em relação à isso.

Dúvidas, dúvidas, dúvidas e nenhuma resposta.

Da mesma forma com que sofri e ainda sofro, tenho muito medo de fazê-la sofrer também, o que não seria justo nem comigo, e nem mesmo com essa tal "felicidade".

Mas ainda espero pelo dia em que poderei trocar o nome da minha casa de "me separei... e agora?" para "me separei... e daí?"

6 Cométários que me fizeram feliz!:

Marsyah disse...

Flavinha, essas respostas só vc tem. Você que tem que decidir se vai lutar pra recuperar o amor "perdido" ou viver um novo amor.

No "meu" caso, meu estômago embrulhava só de pensar em outro cara me tocando, em minha filha passando o final de semana com o pai enquanto eu passeava com o novo namorado. Eu não conseguia me enxergar feliz nessa cena. Não conseguia.

Mas o seu caso é um pouco diferente do meu, né. Ou não. Não sei.

É difícil, querida, mas só vc quem saberá resolver esse teorema.

Bjux e muita força pra vc!!

Eri disse...

Flavia, primeiro, obrigada pela força. Pra vc ver, nem coloco foto e fui "acusada" de estar expondo demais...
Agora, sobre o seu post, concordo com a Márcia, só você é quem pode decidir se vai continuar lutando ou se vai partir pra outra. Mas cuidado pra não "ficar dando murro em ponta de faca" e se machucando de verdade. Creio que o melhor a fazer é o que vc está fazendo, cuidando de vc, do jardim...as borboletas vão aparecer, sejam novas ou antigas!!
Beijinho

Nina disse...

as meninas falaram tudo Flavinha e concordo tbm que o mais importante parece que vc está fazendo: cuidando de si mesma.
os meninos vão crescer sim, e vão amar o pai e a mãe do mesmo jeito, eles precisam disso, e vc sabe. então deixe-os ir de vez em qd, isso é melhor do que ter um pai totalmente ausente.

e sobre o amor, não se preocupe tanto com isso, olha, amor pode sim vir em várias doses viu querida? amor não se esgota, qt mais vc dá mais vc recebe. às vezes não é bem direcionado, mas o que importa é que vc não teve medo e o viveu como pensou ter sido certo, desencana com o amor, ele varia. assim como nós.

bjssss no coração e mt força!

Cris de Bourbon disse...

Flavinha,

Pra mim, só existe um amor e o resto são variações sobre o mesmo tema. Se há amor entre vcs, não vai acabar nunca. Paixao sim, sempre acaba. Ela é fogo de palha.

É como a Marcia disse: a resposta para suas duvidas ta dentro de vc! Não se importe com a opiniao alheia, faça o que vc tem vontade de fazer. Nessas horas palpites sao dispensaveis. Siga seu coraçao, sua vontade. Se a sua vontade é reconquista-lo, va a luta, querida. Se sua vontade é esquecê-lo, se dê um tempo, ponha seu luto. As dores tambem precisam ser sofridas. Se fingires agora que ta bem, que nao ta nem aí, mais cedo ou mais tarde a dor vem te cobrar o choro desse sofrimento que vc insistiu em fingir que nao existia. Mais cedo ou mais tarde ela te acha. É inevitavel. Eu sempre torço pelas famílias. Já passei por muitas duvidas no meu casamento, vontade de ter liberdade, mas quando eu parava pra pensar e colocava tudo na balança, eu sempre considerei minha familia a coisa mais importante da minha vida. E lá se vão 15 anos...
Torço para que vc escolha reconquistar seu marido. Tente. Se desfaça das mágoas, se desarme...e tenha fé. Reze por essa união, que eu vou fazer isso também!

beijooooo

Flavinha e Meu mundo disse...

Oi, meninas e amigas...
Acredito sim, que já dei muito murro em ponta de faca no começo. Só tinha um único objetivo que era reatar meu casamento e acabou que não funcionou.
Mas essa tal "felicidade" me fez perceber que existe vida após a separação sim. E algumas mudanças começaram a surgir, entre elas, mudei o visual pra mim e passei a tratar meu ex de uma forma diferenciada. Fiz muito o que a Cris disse, me desarmei, tentei esquecer os erros passados, me perdoei, perdoei a ele e nem me lembro de que hoje está com outra pessoa. Tentei me conscientizar que, pode estar com quem seja, mas EU tenho uma história de vida com ele que foi muito linda e sou EU que tenho 2 filhos mais lindos ainda. Tanto que ele está percebendo isso.
Mas eu é que ainda não estou preparada pra isso ainda, para outro relacionamento.
Não tenham dúvidas de que eu ainda o amo com todas as minhas forças, mas se não acontecer de ficarmos juntos, eu não estou morta.
Uma vez eu li que amor não acaba, se transfere. Não sei até que ponto isso pode ser verdade, mas eu acredito que amamos apenas uma vez e o resto são variações sobre o mesmo tema. Sou assim, né? Paciência...rs
Beijos a todas e um ótimo dia

ro costa disse...

Enquanto não superarmos
a ânsia do amor sem limites,
não podemos crescer
emocionalmente.

Enquanto não atravessarmos
a dor de nossa própria solidão,
continuaremos
a nos buscar em outras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.
Fernando Pessoa

Flávia ainda tem o fato de que queremos estar com o pai dos nossos filhos neh?
Eu, pela minha história de vida, nunca tive problemas em estar sozinha, vou a onde quero sem ter alguém do lado, mas já amei outra pessoa sim. A sensação de que existe um único amor está empreguinado nas mulheres que são românticas por natureza. Claro que agora voce está muito ligada ao seu ex e não adianta pensar numa substituição porque o amor ele não marca hora... apenas chega.
Aproveite esse momento de solidão para se conhecer mais, fazer planos, ler, ver filmes e cultive amigos e principalmente fique distraída ; )

Se você não se distrai, o amor não chega
A sua música não toca
O acaso vira espera e sufoca
A alegria vira ansiedade
E quebra o encanto doce
De te surpreender de verdade

Se você não se distrai, a estrela não cai
O elevador não chega
E as horas não passam
O dia não nasce, a lua não cresce
A paixão vira peste
O abraço, armadilha

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser

Se você não se distrai,
Não descobre uma nova trilha
Não dá um passeio
Não rí de você mesmo
A vida fica mais dura
O tempo passa doendo
E qualquer trovão mete medo
Se você está sempre temendo
A fúria da tempestade

Hoje eu vou brincar de ser criança
E nessa dança, quero encontrar você
Distraído, querido
Perdido em muitos sorrisos
Sem nenhuma razão de ser

Olhando o céu, chutando lata
E assoviando Beatles na praça
Olhando o céu, chutando lata
Hoje eu quero encontrar você - (Distração - Zélia Duncan).

Forte abraço sempre.

 
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