Meu momento

sábado, 5 de julho de 2008


Ontem, fui em mais uma sessão com a minha nova (e 3ª) Terapeuta. Sinto que não surtem tanto efeito como no começo, mas é o único momento em que posso chorar, chorar e chorar...

Aliás, é a única coisa que eu faço nestes últimos 12 meses (rsrs)

Antes, eu conseguia chorar em qualquer lugar, no trabalho, em casa, com meus filhos, na frente de parentes e amigos, porque achava que eles entenderia o meu momento e que precisava daquilo. Depois, fui percebendo o quanto isso é incômodo para as pessoas, pois elas estão acostumadas a lidar somente com as alegrias e sucessos. Elas não sabem como agir com a dor ou o fracasso.

A partir daí, passei a chorar no banho (o barulho do chuveiro é ótimo... aproveitem...rsrs), dentro do carro (acreditem... ninguém olha pra vc dentro do carro, mas cuidado pra não causarem acidente...rs), no travesseiro (essa é clássica...rs) e agora, na Terapeuta.

Se a Terapia está servindo pra alguma coisa?? Digo com todas as letras que SIM. Mas é só pra isso! Pra chorar e pra saber que rumo sua vida deve seguir. Mas tenho comigo que, ela pode te dar um rumo, mas as rédeas quem tem é você.

Mas ainda me pego com o velho saudosismo do passado, uma supervalorização do que já foi. Está errado? Claro que sim, mas é inevitável. Como não olhar para o passado, lembrar daquela pessoa que um dia você foi tudo pra ela e que hoje não passa de um peso morto? É difícil.

E no meu caso, fui dispensada sem dó nem piedade. Estava com 2 crianças pequenas (uma delas recém-nascida). Não teve conversa, não teve tentativa, não teve consideração, não teve carinho... acho que o mínimo que deveria ter tido era carinho com alguém que passou 6 anos lutando, batalhando cada segundo do seu dia para um objetivo comum.

Se for falar como me sinto, nossa... melhor não!! Acho que ainda não é o momento.

 
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